20/03/2016

relacionamento | Ei, menina, olha os seus limites!

Falar sobre este assunto às vezes não é fácil, principalmente quando não se tem a real noção do que significa limites. Creio que cada um de nós temos aquele ponto em que devemos dizer "não, chega, já cheguei no meu limite!". Quando se fala sobre isto quando se está em um relacionamento (pois há limites em outras áreas da nossa vida), é justamente para tratar sobre as aproximações, as intimidades para com a outra pessoa. Falando aqui, especificamente, com as mulheres/meninas, devemos ter noção dos nossos limites e respeitá-los, pois quando se passa dos mesmos, a sensação de culpa é grande.
Um beijo, um abraço, andar de mãos dadas, até mesmo qualquer contato com o corpo do rapaz. Estava refletindo sobre isso, e mesmo que eu, Rute, nunca tenha tido um namorado, eu sei dos meus limites por causa de tudo que já passei, de tudo que já li (e leio) e em saber de experiências de casais alheios, de conversas, etc. Tem gente que diz que precisa-se ter já o namorado para você chegar na conclusão do que seriam seus limites no relacionamento... Só que isso não é preciso. Come on?! A gente não precisa namorar para saber que beijar o rapaz vai fazer a gente ficar pensando coisas e sentindo coisas que não deveríamos estar realmente sentindo naquele momento (lembrando que cada uma de nós temos nossos limites, caso seja beijar, vamos respeitar isso!). Não precisamos ter um namorado para saber que se os beijos (porque eu sei que beijar é bom!) forem ficando mais quentes as mãos também têm vida própria e assim acabam tocando em lugares que não deveriam, e então, a culpa vem logo depois. Não precisamos de um namorado para saber quais são os nossos limites, girls!
Se você sabe que em só assistir um filme de romance você fica imaginando muito, por que então acha que estar com seu namorado as coisas não vão levar você a pensar em outras? Vamos ter noção de que quando estivermos (ou você que já está!) com nosso melhor de Deus, as tentações irão ser grandes, pois, creio eu, que nossos propósitos são de nos casarmos com o rapaz, então a ansiedade de já estar casada e de poder "aproveitar" (coloco entre aspas, pois espero que saibam que existem coisas que para o mundo é lícito no casamento, como sexo anal, etc, mas para nós, cristãs e conscientes, sabemos que isso não é lícito e ainda existem aquelas -- tipo objetos sexuais -- coisas que 'são' lícitas, mas não convém) com o maridinho, os pensamentos ficam bem calientes se não vigiar.
Creio que enquanto solteiras, nós temos que nos aproximar cada dia mais de Deus, aprendendo mais sobre Ele e sobre a vontade dele para nossas vidas. Temos várias ministrações ótimas que falam sobre namoro e casamento. Adianto que noivado não é o período em que vocês podem jogar seus limites para o alto achando que por já estarem em uma etapa maior vocês podem ter mais intimidade... Não, não é assim que as coisas funcionam, apesar de que cada uma de nós têm o poder da escolha, mas que tal escolher fazer o certo? Estar noivos não é estar casados, há uma grande diferença aí.  
E ah, um ponto que gostaria de tratar: não há prova de amor certa quando se trata sobre sua pureza (é de coração mesmo! Pureza não é só ser virgem de hímen não. Leia este post e saiba mais), sobre sua vontade de agradar a Deus. Não há pressão certa quando nos valorizamos e dizemos NÃO. O corpo é nosso e não é namorado/noivo (ou mesmo esposo que é explorador!) nenhum que vai fazer a gente errar, okay? E se o rapaz não respeita seus limites, então ele não te merece, ele não te compreende. Se ele não compreende você agora, imagina no casamento? No dia a dia? Nas dificuldades?
Olha seus limites, moça! Respeite-os, não ultrapasse achando que é forte suficiente para ir na linha vermelha. Observe seu comportamento e analise você mesma, tome conhecimento do que te faz curvar o caminho da santidade. É (imaginar dando) um selinho? É  (imaginar dando) um abraço apertado? É (imaginar dando) um cheiro no pescoço? É (imaginar) o simples toque? Não é bobeira e nem motivo de se envergonhar quando se trata sobre seus limites, viu? É uma atitude de quem tem consciência e que quer agradar ao Pai, que tanto nos quer bem e que nos ama muito, e ah, como tenho experimentado do amor dEle!
Que nós, mulheres, possamos nos tornar mais conscientes sobre nossos corpos e nosso coração!
Fiquem na paz e valorizem-se, nós temos o poder também de dizer não quando estamos (ou não, mas temos consciência das coisas, não é?) desconfortáveis com algo!




   

8 comentários

  1. Eu respeito o fato de você ser cristã, e acho que isso deve ser levado em consideração quando comentamos aqui. Eu também sou cristã mas não estou congregando em nenhuma igreja por n motivos, deixa isso pra lá. O fato é que eu acho que esses limites são íntimos, não por causa da igreja ou da Bíblia, mas devem ser permeados pelos teus próprios valores. Os limites de até onde você consegue ir sem se sentir desconfortável, e isso engloba tudo. Que teus limites sejam auto impostos, e isso não tem nada demais, mas que nãos ejam impostos pela sociedade ou pelos outros. Bjos

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    1. Ooi, Chris!
      Não creio que as doutrinas das igrejas fazem os nossos limites, pois como você disse: é algo íntimo e que somente nós sabemos quais são eles. Porém, acredito que se a gente tem noção disso, que temos a noção de que o Pai quer que vivamos em santidade, nós podemos pensar com mais clareza em relação de como iremos agir com nossos limites, etc.
      E com certeza! Valores, limites, pensamentos... Eu me baseio no que Deus quer para minha vida, e mesmo que a sociedade diga que devemos fazer assim e de tal jeito, eu não vou me deixar mudar os meus princípios que são entre Deus e o meu coração.
      Beijos, linda!

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  2. Olá!
    Tenho fé e amor incondicional para com Deus, mas não sigo religião nenhuma. Achei seu texto bacana e cada um tem seu limite, e só cabe a gente decidir até onde podemos e como podemos ir. Concordo com a Chris, os limites não devem ser por causa da igreja ou religião, mas por causa dos nossos valores e princípios. E tenho certeza que Deus aceita e compreende o seus filhos melhor que ninguém.
    Beijos
    www.lendoeapreciando.com

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    1. Ooi, Kamilla!
      Justamente. Nós precisamos ter noção de até onde podemos ir, porque as consequências serão nossas, por isso é algo tão particular e que deve ser tratado entre você e Deus. Com toda certeza! É algo nosso, não é porque alguém ou uma doutrina diz algo que eu tenho que concordar, porque primeiro vem a Palavra e tudo que não está na mesma, e se eu não concordo, pronto, é minha opinião e escolha. Sim, Ele entende melhor que qualquer um <3 Ele conhece nosso coração!
      Beijos, linda.

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  3. Oiii Ruhh, tudo bem?
    Em relação aos fatos da igreja e fé, prefiro realmente não me expor de uma maneira que pode até ser errada. Mas, em minha opinião a mulher ultimamente em alguns casos não se valoriza como realmente deve ficar, tem alguns que se rastejam atrás de alguém e isso é errado. Quando o amor é verdadeiro e recíproco não precisa ir atrás, ele vem mesmo. Sempre fico admirando seus textos e da maneira que escreve.
    Beijão

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    1. Ooi, Morgana <3 Tudo sim, e você?
      Pois é, se a gente não se valoriza, os outros não o fará :/ Então, nós precisamos nos amar, saber do nosso valor (que é tão grande!) e não deixar ninguém falar que não temos o mesmo, porque nós o temos. E Deus sabe do nosso imenso valor!
      Sim, ele vem e é uma escolha <3 Aah, fico tão feliz em ler este seu comentário! Obrigada por todo apoio e carinho, viu? És especial!
      Beijos.

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  4. Como dito em comentários anteriores, acredito que os limites são dados a partir da nossa harmonização com nós mesmos. Deus é essa força, essa luz, de uma grandeza inimaginável que nos leva a pensar, também, sobre a nossa existência humana e como a estamos utilizando/ realizando. Essa questão de pudor e castidade para mim é bem forte, digo, em minha vida, mas acredito que seja assim porque procuro sempre estar muito conectada comigo mesma, com o que quero e onde quero chegar :)

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    1. Ooi, Ane! Com certeza, nos conhecermos e sabermos nossos limites é essencial para viver a vida sem culpa e tristeza quando erramos em algo que sabemos que poderíamos ter evitado. Nossas escolhas não devem ser baseadas por conta do que outras pessoas dizem, não, claro que podemos colher estas informações (as boas e úteis, sempre!) e formarmos nossas próprias opiniões sobre algo, mas não precisamos fechar os olhos e seguir algo porquê é uma doutrina, primeiro de tudo que manter-se em santidade não é doutrina, mas é algo que Deus quer para nossas vidas, então além de agradá-lo precisamos estar confortáveis com as nossas escolhas, sempre segurando na mão dEle e pedindo forças para cada novo dia.
      Beeijos, linda!

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